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POTY LAZZAROTTO


       Filho dos italianos Issac Lazzarotto e Julia Tortato Lazzarotto, começou a se interessar por desenho ainda bem criança. O seu pai era ferroviário e a sua mãe mantinha um restaurante na cidade, o "Vagão do Armistício", muito frequentado por intelectuais paranaenses.
      Em 1938, com 14 anos de idade, Poty publicou no jornal Diário da Tarde a história “Haroldo, o Homem Relâmpago”, em 6 capítulos.
      Formou-se na Escola Nacional de Belas Artes em 1945, como resultado de uma bolsa de estudos recebida após a conclusão do curso secundário.
      Participou do Liceu de Artes e Ofícios de Carlos Oswald.
      Em 1944 realizou ilustrações para os artigos de Ademar Cavalcanti e Carlos Drumond de Andrade no jornal Folha Carioca.
      Mudou-se para Paris em 1946, para realizar um curso de artes gráficas, com duração de dois anos, patrocinado pelo governo francês.    Nesta ocasião, aprendeu litografia.
      Foi responsável pela criação do primeiro mural na União Nacional dos Estudantes (UNE), na Praia do Flamengo, sob o tema O  Processo de Kafka. Infelizmente, este trabalho foi destruído pelo Golpe Militar de 1964.
      No início da década de 1950 residiu em São Paulo, quando organizou e ministrou cursos de gravura e desenho.
      Ganhou o primeiro prêmio da exposição "Gravadores Brasileiros" em Genebra.
Realizou diversas exposições individuais em cidades brasileiras como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador e Curitiba, entre outras.
Realizou exposições individuais no exterior, em Bruxelas, Londres e Washington.
      No fim da década de 60, viajou com os sertanistas Orlando Villas Boas e Noel Nutels para o Xingu, onde fez ilustrações baseadas nos usos e costumes indígenas.
      Em 1943, Hermínio da Cunha César convida Poty para ilustrar seu livro “Lenda da Erva Mate Sapeca”, no Rio de Janeiro. Foi o primeiro livro ilustrado por Poty e publicado.
      Em 1946, Dalton trevisan cria o jornal “Joaquim”, e Poty faz o desenho padrão da capa. Ainda em 1946 recebe, do governo francês, uma bolsa de estudos, e lá aprende litografia. Poty continua a ilustrar, muitas vezes, as matérias do “Joaquim”. Voltou ao Brasil em 1948, indo trabalhar no jornal Manhã, de Samuel Wainer.
      Ao longo de sua vida, trabalhou principalmente com desenhos, gravuras e murais, serigrafia, litografia, pintura.
      Segundo certos críticos, os murais são o trabalho mais representativo de sua obra. Em sua execução, Poty empregava materiais diversos, como madeira, vidro (vitrais), cerâmica, azulejo e concreto aparente, esse último um de seus materiais de predileção.
      Há obras de Poty espalhadas por diversas cidades do Brasil e do exterior, incluindo murais em Portugal, na França e na Alemanha.
      Suas obras também podem ser vistas em diversos locais públicos de Curitiba, como os painéis do pórtico do Teatro Guaíra, no saguão do Aeroporto Afonso Pena, na Praça 29 de Março, na Praça 19 de Dezembro (Curitiba) e na Torre da Telepar.

Obras principais

* Mural na sede da UNE, na praia do Flamengo, no Rio de Janeiro, em 1946. A sede foi destruída e incendiada logo no primeiro dia do Golpe Militar de 1964. Foi seu primeiro mural encomendado.
* Mural no Hotel Aeroporto, de propriedade de Ingeborg Rusti, em 1953, como homenagem à emancipação do Paraná. Foi seu primeiro mural no estado do Paraná.



* “Monumento ao Primeiro Centenário do Paraná”, painel histórico em azulejos na Praça 19 de Dezembro, Curitiba, em 1953.
* Murais para o pórtico do Pavilhão de Exposições do Centenário.
* “Alegoria ao Paraná”, na fachada do Palácio Iguaçu, em Curitiba, apresentada na inauguração do palácio, em 1953.










* Painel em azulejos no Largo da Ordem, em Curitiba, representando carroças de verduras, e as colonas italianas e polonesas.
* Monumento ao Tropeiro, na Lapa, Paraná.
* Painel da fachada do Teatro Guaíra em frente à Praça Santos Andrade, em Curitiba. O painel feito inicialmente foi destruído pelo incêndio que destruiu o teatro posteriormente reconstruído, inclusive o painel.
* “Evolução da Comunicação”, tema dos vitrais da Biblioteca da PUC-Paraná.
* Ilustrações de livros de Guimarães Rosa, Dalton Trevisan, Hermínio da Cunha César.
      A partir de 1967, fez cerca de 200 desenhos dos índios do Xingu, que foram expostos na Bélgica e em Londres.
        * Logomarca da “Sala do Artista”, no Solar do Rosário, em Curitiba, feito em 1994, representando o artista plástico.
     Em 1996, faz seu primero painel em concreto aparente.
       * Monumento Marco na Rodovia do Café, no Paraná, tendo como tema o café.
      * Painel para a Hidrelétrica de Itaipu, em 1998, em parceria com Adroaldo Renato Lenzi.
      Faleceu de câncer no pulmão, em 1998. Estava trabalhando, então, em um painel encomendado para a Hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu. Seu último trabalho foi a ilustração para um cartaz encomendado pelo Hospital de Clínicas, em Curitiba, para sensibilizar as pessoas sobre a necessidade de doações. Foi sepultado no Cemitério Municipal do Água Verde, em Curitiba.


Referências Bibliográficas
RAVAZZANI, Carlos (2008), 1924 -Curitiba, no ano em que Poty nasceu, CRMPR. Iátrico n. 22, pp. 9-12
CASILLO, Regina (2008), Poty, o poeta do traço, CRMPR. Iátrico n. 22, p. 13
WASSERMAN, Margarida (2008), Poty e seus amigos, CRMPR. Iátrico n. 22, pp. 14-17
MILLARCH, Aramis (2008), Poty, meu compadre, CRMPR. Iátrico n. 22, pp. 17-18
MONTEIRO, Nilson (2008), Napoleon Potyguara Lazzarotto, CRMPR. Iátrico n. 22, pp. 19-20









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